sexta-feira, 27 de março de 2009

Música do dia:


Em especial o Pod Trash muito bem humorado sobre os meandros da cena hellcityana, eis o primeiro bloco do Pod Trash Hell City, só clicar aqui.

“Sabe da minha origem? Hã! Da onde eu venho?”

Continuando...

Então entro pra banda Lazy Moon aos 15 anos. Geralmente ensaiávamos na casa da batera, Juliana. Várias foram as tarde que passávamos ensaiand

o, porém não foi o suficiente pra eu conseguir me enturmar com o grupo, muito menos com o estilo musical... “2 guitarras e nenhuma com distorção?’ Isso pra mim era a gota d’água.









Não me estimulava com o grupo, com as músicas, com nada, principalmente pela soberania que a vocal, na época a Sarah, tinha em impor opinião. Era um saco. Sai tretada com as minas e o episódio final dessa história inesquecível foi durante o oitavo ato, noite com Forgotten Boys, evento que entupiu a Galera do Pádua. Éramos a primeira banda e como todas as noite costumavam começar depois do horário marcado, adivinha quem atrasou? A baixista, no caso até então, eu. Foi ridículo, saí correndo e plugar o cabo no meio da terceira musica, sem falar que putos com a situação, mandaram encerrar o show antes do horário. No final das contas toquei 1 musica e meia e só ficou Sarah lá berrando no microfone “estão nos censurando!”. O melhor de tudo é que nessa época o blog do cubo era bem guerrilha e os comentários nos posts bombava horrores, só dava elas e eu postando cometários ridículos como : “nos eternamente estaremos unidas”, e Lenissa respon dendo coma maior ironia do mundo! Rsrs. Parando pra pensar, olha aonde eu to agora... Foram apenas 3 meses de experiência.










Enfim, depois disso me inverno na igreja onde passo quase dois anos de segunda a segunda, sem contato com bandas, cena e nada. Só com música gospel e tocando em igreja. Aí,c omo lá geralmente não encontrava o rock para satisfazer minha ansiedade no contra-baixo, mon

to uma banda com os Camilots Luku e Teca, a namorada do Luku e meu irmão. Tocávamos versões de musicas antigas, criávamos outros tempos e batidas, exemplo aquela, “Eternal Flame” rs. Essa banda, (que nem teve nome por sinal) não durou mais que uma apresentação, em uma das edições da festa Relaxa, apresentação esta horrível diga-se de passagem.

Aí numa fase hard core melódico (emo, vai...) curtindo bandas na época desconhecidas como Dashboard Confessional (mas não Helena), Fresno e coisas do tipo monto uma banda com Freak na batera (aquele que era do Subdivision), Definho na guitarra (atual baixista do Vitrolas Polifônicas), uma loca aí Rhyana no vocal e eu no baixo. Mas uma banda que nem nome teve, e que pior (pensando bem, talvez melhor), nem uma apresentação tosqueira pra guardar na memória.









Em seguida, aos 16, começo a namorar com o guitarrista da extinta banda High School, Marcos Kaqui... Típica namoradinha de cara de banda vou ao Festival Calango (2005 - inesquecível na UFMT) e fico embasbacada com aquilo tudo, foderoso! Aí numa tarde qualquer venho no Cubo dizendo “ah, quero trabalhar nas vans das bandas no próximo festival!”, pouco pretensiosa, não? É ai que conheço a Marielle Ramires, o extinto Empório da Notícia, Ney Hugo e começo aos poucos a conhecer esse mundo mágico em qual hoje vivo. Próximo capítulo tem mais.

Encubada: o dia de um agente cubista

Capítulo II

Trabalhando em algo novo, mas em prol da mesma coisa!

Em menos de uma semana muita coisa acontece... Depois da visita na

CVC fizemos mais três outras, uma delas para renovar a parceria que já existia: KG, restaurante por quilo que sempre está presente nos nossos maiores projetos, Mega Som que levamos a proposta que está sendo estudada por Guilherme e que em quinze dias voltamos a nos reunir para conversar sobre decisão, e com o Seivas, Centro de maturidade, um novo conceito de descobertas de talentos.

Mas não é apenas novas entidades que estão sendo agregadas no lastro da moeda complementar, bandas andaram se reunindo aqui para que fosse apresentado a elas o novo setor do Espaço Cubo, o Negócios ao Cubo. Contratos que ainda não haviam sido oficializados, pagamentos de direito de imagem pendentes e outras questões relacionadas foram debatidas com as bandas: Aoxin, Snorks, Strauss, N3CR, Self Help, Rhox, Inimitáveis e Anhangá.


Outras coisas que estamos correndo nesse departamento são com as inscrições de projetos em editais da secretaria estadual de cultura, o PROAC. Além do Festival Calango 2009, estamos inscrevendo no projeto de Mídias Livres o Portal Fora do Eixo e auxiliando outros grupos na inscrição de seus projetos, como é o caso do 2 loco Tatto, estúdio de tatuagem integrado ao sistema de crédito Cubo Card (projeto Body Art Tattoo) e a banda Aoxin que estão se inscrevendo para a lei de incentivo a circulação de bandas. Esses últimos três dias estão sendo uma correria pra coloca todo essa documentação no jeito! Orçamento de hospedagem, alimentação, sonorização, vans, passagem, gráfica, empresa de camiseta... já começou o Festival Calango 2009... rs.

ps. Esses dias (20) foi meu aniversário e comemoramos (adivinha aonde?) no Misc (claro!) com pizzas, coca e sushi! Mas essa nem foi a melhor parte da festa... Ter tido a oportunidade de ver minha mãe conversando com Pablo, Marielle e Lenissa sobre o que mais gosto de fazer (estar no Cubo) foi absolutamente o melhor presente que eu poderia ter recebido nesse dia que completei duas décadas de existência. Sabe, todo pai e mãe tem muita dificuldade e resistência em ver seu filho adentrando ao mercado alternativa que esta surgindo, porque?

1) Como acabei de dizer é novo, e buscar sustentabilidade num mercado que está sendo iniciado é muito difícil, mas nem é isso que eles enxergam, é mais isso: filho bem sucedido é aquele que escolhe uma profissão formal no mercado, recebe muita grana, casa, tem filho e sustenta seus filhos. (urght)

2) Despendemos muito mais tempo de nossas vidas para o trabalho escolhendo esse caminho do que se fosse no mercado formal, afinal pra escolhe-lo tem que realmente gostar! Aqui não é trabalho de 8 as 6, é da hora que vc acorda até a hora que vai dormir... As vezes dorme pouco, as vezes não dorme, é que a diversão e o trabalho estão muito ligado, bota fé? Aí é que meu tempo com a família diminui sensivelmente e é mais uma coisa que incomoda nos pais.

Mas enfim, o meu aniversário foi um momento oportuno e inigualável pra cada vez mais minha família entender que é isso que eu quero pra minha vida, toda ela.

____

Lembrando que sexta tem Rock Art, evento no Sukatta Pub com as bandas Rhox e Aoxin.

Nos vemos lá!

O Parto!


O que encontrar aqui!

- Música do dia

- Que p* é essa?

- “Sabe da minha origem, hã! Da onde eu venho?”

- Encubada: o dia de um agente cubista.

- Caleidoquê?


Música do dia

Uma das músicas que todos os dias estará disponível aqui é uma que eu ouvi ao longo do dia e que foi selecionada para ser trilha sonora da leitura desse post:











Black Drawing Chalks (GO) - Suicide Girl, clique aqui


Que p* é essa?


Se você chegou até aqui é por que tá ligado que a frente de comunicação do Espaço Cubo está passando por metamorfose: o site do Espaço Cubo será o veículo de feeds para os blogs pessoais dos agentes atuantes do instituto cultural e esse é o meu, Alfa Canhetti. Mas não apenas o setor de comunicação que está passando por mudanças, mas sim toda a parte estrutural do organograma de produção. Até então o espaço que eu ocupava há um ano era o de editoria no site Espaço Cubo e produção direta de secretaria dos projetos. Muita coisa está mudando. A coordenação da frente de comunicação até então era a Marielle Ramires, que agora coordena a mais nova frente, o Negócios ao Cubo. Só nessa parte que não muda, ela continua sendo a coordenadora e agente principal na minha formação nesse processo, já que eu também estou migrando pra base de produção do Cubo Negócio (Um pouco confuso? Logo mais explico qual é disso tudo).

“Sabe da minha origem, hã! Da onde eu venho?”

(Linha Dura – Identidade)

Em cada post apresentarei um trecho de retrocesso até chegar aqui.

Capítulo I

Desde que eu me entendo por gente a arte, em qualquer segmento, me foi de interesse. Típica filha de família classe média, começava cursos e cursos e nunca levava adiante: ballet, coral, artes cênicas, pintura em tela… Mas nunca esportes. Tanto que a única modalidade que ganhava medalhas em olimpíadas escolares era xadrez. Música sempre foi meu segmento predileto, aos 12 comecei a ir em eventos de rock já organizados pelo Cubo. Essa era a época de Domingo no Campus, evento semanal no saguão do Instituto de Linguagens da Universidade Federal de Mato Grosso. Nessa época também acompanhava meu irmão (estudante de biologia da UFMT na época e baterista da extinta banda Chocolate Sensual) em organização de diversos eventos, raves (Lunna – Lual Eletrônico, Oxis Rave), Relaxa 1, 2, 3… até o 7 (essas eram festas em casas de amigos com bandas formadas pelos próprios organizadores sem interesses em fomentar algum ideal, apenas por diversão). Na oitava série inicio mais um dos trocentos cursos inacabados, contra-baixo com Cézar Izidoro na Bebop, então entro pra banda de princesinhas de Cuiabá, Lazy Moon… Mas aí continuamos no próximo capítulo.



Encubada: o dia de um agente cubista.


Como eu havia dito no início, estamos passando por reconfiguração no organograma de produção do Espaço Cubo e estou desenvolvendo as primeiras ações nesse setor. O intuito mais importante do Negócio ao Cubo é criar políticas para circulação da moeda complementar Cubo Card: Ficar em contato direto com bandas, fechar contrato com outros agentes integrados e investidores no sistema de crédito, captar recursos para os próximo projetos, entre outras coisas que ainda nem eu sei ao certo. Nessa terça eu e a Mari fomos em nosso primeiro encontro com investidores no intuito de renovar a parceria, e esse foi o Renato da rede de locadoras de filmes CVC, um dos primeiros parceiros que conquistamos. No antigo contrato tínhamos disponível Cc 3600 em locação ao ano, que isso dá em média 50 locações por mês. Nesse novo contrato foi definido Cc 5000 ao ano, cerca de 70 locações mensais. Ponto para nós. Outra coisa bacana que foi modificada na parceria é que não é mais necessário que alguém que tenha cards precise ir com um agente do cubo para efetuar a locação, qualquer um com cards físicos em mãos poderá realizar o cadastro e efetuar a locação. Mais um ponto para nós. De lá, por ósseos do ofício, fui ao ortopedista saber o que está acontecendo com meus braços, tenho sentido dores horrendas, mas isso não é interessante. O resto do dia fiquei fritando com isso aqui, sim! Foi uma tortura encontrar um nome agradável pra esse veículo: “alfa no cubo”, “cubo in alfa”, “alfando”, “ampulheta”, … até que depois de muita fritação encontrei o Caleidoscubo, caleidoscópio + cubo…


Caleidoquê?

Caleidoscópio









Aparelho óptico que a cada movimento, alguns cristais e contas de vidro de cores, por meio de um sistema de espelhos reflectores, tomam a aparência de figuras simétricas multicores e variáveis. A cada ponto de vista uma nova imagem.

Espaço Cubo









Trata-se de um laboratório de pesquisa e desenvolvimento constante de fórmulas que viabilizam a produção e circulação de trabalhos artísticos e culturais da região, e se organiza em torno duma rede de projetos culturais que se alastra pela sociedade, arquitetando uma plataforma política, crítica, educativa e socioeconômica. (…) Um projeto híbrido e dinâmico, que pensa globalmente, age localmente, e tece suas linhas pela sociedade, traçando os novos caminhos que a cultura toma, neste início de séc. xxi.

“Percebe a relação? A identificação?”

(Linha Dura – Identidade)

Por hoje é tudo pessoal.